Jangada

Ei-la solta no mar ligeiro esvoaçando,
como um vasto lençol
para as nuvens azuis sublime levantando
as asas colossais, brilhantes como o Sol.
Tornou-se uma legenda. Adoro-te, jangada.
És um poema de amor na luta encarniçada
contra o vil interesse e negra tirania,
— nesse drama imortal de glória e de agonia,
em que foi sufocada a voz do despotismo,
e foi desfeito o mal e foi transposto o abismo
da negra escravidão.
Emblema do progresso, águia da multidão,
foste o canto ideal da nova marselhesa
que fez brotar o bem. Tiveste a realeza
das cousas imortais,
cheias da grande luz dos grandes ideais,
que fazem renovar-se o coração humano,
sentindo da verdade o influxo soberano.
Foste da liberdade a página dourada,
branca filha do mar, celestial jangada.
Farias Brito

2 Comments:
Oi amor! Adoro a forma que tira as fotos, pois transparece uma enorme sensibilidade e a sutileza das coisas mais simples. A poesia escolhida complementa esta maneira singela que a natureza nos apresenta a vida. Beijos Regininha
Oi, Matheus. Adorei sua mensagem. Voce escreve muito bem. Quase poesia. Como essa foto. Muito linda. Criei um blog com nova proposta. Depois passa por lah. O endereco eh: http://punctum.fotoblog.uol.com.br. Abraco.
Wellington
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